Aratinga é um gênero de aves Psittaciformes da família Psittacidae. Composto por 11 espécies com distribuição ampla pelo Brasil. Como outros psitacídeos alimentam-se de frutos e castanhas, vivem em bandos e possuem plumagem reluzente característica. Geralmente são muito caçados e visados pelo comércio ilegal.
A aratinga-de-testa-azul mede de 34 a 38 cm. De corpo alongado, e rabo longo e graduado, igual a todas as Aratinga. Distinguível pelo azul na testa, que chega à coroa e bochechas, interior das asas amarelo-esverdeado, e rabo com penas centrais avermelhadas. A subespécie A. a. koenigi é menor e com o rabo vermelho-amarronzado.
Habita floresta e brejo seco que alterna com floresta de galeria, como também vegetação sobre dunas, até 2650 m. Vive em pares ou bandos dispersos. Aparentemente realiza migrações locais.
Sua distribuição é descontínua e ampla. Norte de Colômbia, norte da Venezuela (inclusive Ilha Margarita). Nordeste e sudeste do Brasil. Leste da Bolívia, Paraguai, centro-oeste do Brasil até o norte da Argentina.
O periquito-rei não é considerado como espécie ameaçada. Embora seja comum e muito abundante, já desapareceu de extensões grandes de Argentina, não obstante, em outras áreas a população delas aumentou, possivelmente devido ao cultivo. É frequente em cativeiro e amplamente comercializada.
Mede cerca de 27 centímetros e mede 84 gramas. Cabeça verde com uma faixa dianteira cor de pêssego, face azulada, ventre verde-amarelado. Com a região ao redor dos olhos laranja nos adultos e cinzenta nos juvenis.
Presente em grande variedade de hábitats, especialmente no cerrado, mata secundária, campos de cultura, buritizais e até em manguezais, até 600 m. Em alguns lugares é considerada praga nas plantações. Vive em casal, que permanecem unidos por toda a vida. Desloca-se velozmente, às vezes intercalam-se entre séries de rápidas batidas um vôo de asas fechadas. É comum vê-los em bandos.
Presente principalmente da margem sul do Rio Amazonas até o Paraná. Ao norte do Rio Amazonas ocorre apenas em algumas regiões, como Faro (no Pará) e no Amapá. Encontrado também desde as Guianas até o leste da Bolivia, extremo leste do Perú e norte da Argentina.
A jandaia-de-testa-vermelha possui plumagem verde escura, somente com a parte anterior da cabeça e abdômen lavados de vermelho. Não possuem diferenças externas aparentes entre machos e fêmeas.
Vivem em bandos grandes, compostos de 30 a 40 aves ou mais e dormem coletivamente em variados lugares.
Vive na beira da mata habitando da Bahia ao norte do Paraná, Minas Gerais e sul de Goiás.
O periquito-da-caatinga tem a cabeça e corpo verde-acastanhada, dorso verde-oliva, asas verdes com as pontas azuis, peito alaranjado, bico marrom e barriga amarela.
Costumam voar de bando entre 6 a 8 indivíduos, sempre vocalizando um som “krik-krik-krik-krik”, e tem vários hábitos de um papagaio, como o de levantar suas penas e ficar balançando a cabeça pra cima e pra baixo quando com raiva.
Mais encontrado no cerrado e nas caatingas do Nordeste Brasileiro.
A jandaia-verdadeira mede 30 cm de comprimento e pesa 130g. Apenas com a cabeça e partes inferiores laranja, tendo o manto verde. Não há diferenças externas aparentes entre machos e fêmeas.
Ocorre no Brasil, no sudeste do Pará, Maranhão, Pernambuco e leste de Goiás.
O periquitão-maracanã possui a cabeça com forma “oval”. Coloração geral verde com os lados da cabeça e pescoço com algumas penas vermelhas, apenas as coberteiras inferiores pequenas da asa são vermelhas, sendo as grandes inferiores amarelas, chamando muito a atenção em vôo, região perioftálmica nua e branca, íris laranja, bico cor de chifre clara, pés acinzentados. Tamanho médio 32cm. Nos jovens as penas vermelhas da cabeça e sob as asas são ausentes, sendo de cor verde.
Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de Buriti nas Planícies, até 2500 m. Não freqüenta regiões com rios de águas escuras, e em geral encontra-se em terras baixas. Voa em bandos de 5 a 40 indivíduos. Dormem coletivamente em variados lugares.
À leste dos Andes, desde a Colômbia e Venezuela até o norte de Argentina e Uruguai, incluindo parte da Amazônia e em quase todo o Brasil.
O cacaué mede 30 cm de comprimento. Espécie descrita apenas em 2005, seu nome é dedicado ao ornitólogo brasileiro Olivério Mário de Oliveira Pinto. Distingue-se da jandaia-verdadeira e da jandaia-amarela pelo peito levemente riscado de preto, em virtude das raques escuras das penas aí presentes; pelas penas do dorso e coberterias superiores das asas verdes e manchadas de amarelo-claro; tons alaranjados restritos apenas à barriga e aos flancos.
É encontrada nas áreas abertas com arbustos e árvores esparsas localizadas sobre solos arenosos, à margem norte do Rio Amazonas. Voa em bandos compostos de duas a doze aves. Empoleira-se em árvores secas isoladas ou em matas de galeria à procura de alimentos.
Endêmico do estado do Pará. É especialmente comum nas proximidades de Monte Alegre (Pará).
O periquito-de-cabeça-preta mede cerca de 30 cm. Distinguível pelo capuz preto que cobre a face e a coroa, seguido por uma borda avermelhada ou marrom, bico preto, faixa azul no tórax, coxas vermelhas. Em vôo, asas por baixo com extremos escuros igual ao rabo. O jovens têm menos azul no tórax, laranja nas coxas e sem o vermelho depois do capuz.
Habita terras baixas de até 800 m, inclusive parte do chaco e pântanos com palmeiras. Voa em bandos de até 12 indivíduos. Alimenta-se de frutas da palmeira de Copernicia sp. entre outras.
Presente no sudeste da América do Sul, pantanais do rio Paraguai, sudeste da Bolívia, Mato Grosso, Brasil, até Buenos Aires, Argentina.
O periquito-de-bochecha-parda mede até 25cm de comprimento. Coloração geral verde em cima, em geral com matiz azulado na coroa e ventre amarelado. Se distingue porque grande parte da face e do peito são pardos com os extremos das asas azuis escuros. Muito variáveis no colorido, já foram reportados pelo menos 14 subespécies, com laranja mais ou menos extendido na face e ventre.
Vive em matas de galeria, capões isolados, campinaranas, varjões, palmais, buritizais manguezais, matas ciliares, plantações, matas secundáreas e áreas abertas de 0 até 1000 m. Voa aos pares ou em grandes bandos, frequentemente associados a bandos de araras e papagaios em barreiros nas barrancas dos rios.
Presente no norte da Amazônia brasileira em Roraima, Amapá e norte do Amazonas e também desde o oeste do Panamá continua para o leste, incluindo a Colômbia, Venezuela e Guianas. Presente em várias ilhas do Caribe.
A jandaia-amarela é frequentemente confundida por periquitos, tem a plumagem das asas mais verde quando nova, com tons amarelos e de um alaranjado intenso, com penas verde-azuladas na cauda e nas asas e alaranjados distribuídos pela cabeça, o peito e a barriga. É uma ave da família dos psitacídeos, a mesma dos papagaios, araras, periquitos e maitacas, e mede cerca de 30cm. Tem o bico preto, adaptado para partir e triturar sementes duras.
Geralmente habita savanas, florestas secas com palmeiras e às vezes em áreas inundadas, até 1200 m. Vive em bandos de 30 ou mais indivíduos.
Presente nas Guianas e norte do Brasil desde Roraima até o Pará e leste do Amazonas. Na Venezuela, na região de Pantepui.
O periquito-de-cabeça-suja mede de 27 a 28 cm. Coloração geral verde, com a cabeça cinza colorida de azulado, com margem azul nas asas, ventre de cor verde amarelada. Em voo, é muito notória a parte interna das asas enegrecida.
Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos e florestas pantanosas, até 750 m. Sua população tem aumentado em áreas ocupadas pelo homem. Vive em bandos de 16 ou mais indivíduos.
Presente desde o sudeste da Colômbia, leste do Equador e Perú até o leste da Bolívia e norte do Brasil.